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Casa das Calhetas (TH)
Turismo de Habitação

Situada na costa norte da ilha de S. Miguel, à beira-mar, a Casa das Calhetas, é uma construção do séc. XVIII (1723). Solarenga na traça, foi desde sempre casa de morgados. As vistas ao Norte-Nordeste oferecem um cenário impressionante sobre o Atlântico, a costa Norte da ilha e a Serra da Lagoa de Fogo. As vistas ao Sudoeste, abrem um cenário completamente diferente sobre o único convento de clausura dos Açores e o magnífico jardim centenário da casa. Decorada com simplicidade, guarda o sabor das casas abastadas do meio rural açoreano. Como chegar: Do aeroporto de Ponta Delgada. Tomar a avenida Infante D. Henrique, perto do mar. Quando chegar ao fim da avenida seguir as indicações da Ribeira Grande. Depois de 6 quilómetros, virar a esquerda para a Aldeia de Pico de Pedra. Perto da Igreja de esta aldeia virar a direita para Calhetas. Em Calhetas no cruzamento para Rabo de Peixe, virar a esquerda e 100m depois virar a direita e encontrará a casa junto ao mar. Mais informações.. O morgadío das Calhetas, do qual faziam parte a Quinta, Solar e Ermida da Boa Viagem, foi instituido por escritura de doação de 12 de Novembro 1731, confirmada por testamento em 17 de Maio de 1734, pelo Capitão António do Rego e Sá (1667-1734) a sua segunda mulher D. Rosa Pais da Silva, filha de João da Silva Rebello e de D. Isabel Pais Leite. O Capitão António do Rego e Sá era filho do capitão Nicolau da Costa d' Arruda Botelho (1632-1689) e da sua mulher D. Inês Tavares de Mello; 6º neto em legítima varonia de Gonçalo Vaz Botelho, "O grande no corpo e na condição", grande fidalgo do século XV e um dos primeiros povoadores de São Miguel. O último morgado das Calhetas foi José de Medeiros Bettencourt e Rego de Sá e Mello (1839-1885), casou a 17 de Agosto de 1864 na freguesía da Conceição da Ribeira Grande com Isabel Augusta da Silveira Estrela (1842-1933). Desta altura datam o actual Fontanário (1846) sito na rua da Boa Viagem está dedicado ao seu pai, Manuel de Medeiros Bettencourt da Câmara Mello (1817-1860), e o portão de ferro fundido que dá acesso ao jardim dedicado a D. Isabel Augusta da Silveira Estrela. O brasão do solar tem as seguintes armas: Escudo partido: I - de verde, com banda ondada da sua cor, carregada de três vieiras de ouro (Rego). II - de ouro, com quatro bandas de vermelho (Botelho). III - Timbre: leão sainte de ouro, armado e lampassado de vermelho (Botelhos sem bandas).
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