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Ilha do Corvo

A mais pequena ilha do Arquipélago dos Açores, com 17.13 km e com cerca de 300 habitantes, faz dela uma das mais belas e mais bem preservadas, onde a fala revela ainda, em muitas frases, as raízes arcaicas de uma linguagem que o isolamento fez preservar.

Descoberta simultaneamente com a ilha das Flores o seu povoamento é mais tardio, situando-se por volta do séc. XVI. A sua pequena dimensão e o isolamento, provocado pela inexistência de um porto seguro, levou ao desenvolvimento de uma sociedade agro-pastoril com padrões tradicionais, embora a melhoria das comunicações tenha contribuído para aumentar o bem-estar e o progresso da população e onde o cultivo do milho, batata e couve, eram as únicas formas de sustento.

Aqui encontra-se a mais pequena, e única, vila de Portugal onde o crime e o roubo são desconhecidos na ilha por isso nunca teve cadeia.

Festividades
As festas do Espírito Santo têm, também, nesta pequena ilha a devoção caracteristicamente açoriana. A padroeira da ilha, Nossa Senhora dos Milagres, tem a sua romaria a 15 de Agosto e é a maior festa do Corvo.

Por fim e para quem aprecia as coisas simples e naturalmente saborosas, o queijo de fabrico artesanal, acompanhado por pão de milho será uma boa recordação, de uma ilha que por ser pequena mostra bem o qual grande é a sua hospitalidade e simplicidade.

Para Ver
Vila Nova do Corvo: Percorrer as ruas estreitas de Vila Nova do Corvo, calcetadas com seixos rodeados e tento no centro lajes polidas pelo uso, é realizar uma viagem ao passado ao apreciar as suas fachadas de pedra, negra com debruado branco nas janelas e portas, ao sentir a solidão que cerca a pequena vila no azul do mar, no verde da paisagem. Observar nalgumas portas as típicas fechaduras de madeira com que, na falta de metal de outros tempos, se trancavam as portas das casas e palheiros. Merecer uma visita à Igreja de Nossa Senhora dos Milagres, padroeira da ilha. Nalgumas casas poderá observar os teares ainda em uso, memória de uma tradição de lanifícios quase perdida, onde se teciam panos de lã espessa, trabalhada por processos tradicionais complexos e curiosos.

Caldeirão: Cratera do antigo vulcão que deu origem à ilha e forma o Monto Grosso tem 300 metros de profundidade e 3400 metros de perímetro. No fundo duas calmas lagoas com pequenas ilhas que a tradição associa à representação do arquipélago dos Açores (excluindo as Flores e o Corvo). Magníficos horizontes do cume do Caldeirão.

Rochedo e Ilhéu: O rochedo do cavaleiro, lendária figura que apontando para oeste seria uma estátua que indicaria a América, chegando a merecer referência por cronistas e historiadores. Outros rochedos, de forma fantasiosas, como o pontiagudo Marco, recortam a costa alcantilada. E vários pequenos ilhéus salpicam o azul límpido do mar.

Moinhos: Parentes próximos dos engenhos que os mouros deixaram no Continente, os moinhos de vente do Corvo são diferentes dos das outras ilhas nas suas velas triangulares de pano, no mecanismo interior que faz rodar a cúpula para acompanhar os ventos. Troncos de cone de pedra negra, atarracados, apenas têm como abertura para o exterior uma porta.

Guia Turístico
Apreciar as belezas dos fundos e a enorme variedade de peixes que vivem nas suas águas é um dos atractivos que o Corvo oferece aos praticantes da observação submarina. A pesca de rocha e de barco oferece também, boas capturas.

Para os que gostam de caminhar a visita do Caldeirão acompanhando o litoral até ao Senão Alto é um passeio cheio de atractivos, de interessantes paisagens, a oportunidade de conhecer como e onde vivem os corvinos.

Quinta da Abegoaria (CC)
Casa do Recato (CC)
A Abegoaria (CC)
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