Ilha Graciosa
Situada a norte do Arquipélago dos Açores, a ilha Graciosa tem aproximadamente 67 km2 de superfície, fazendo parte do grupo central juntamente com a ilha Terceira, Faial, São Jorge e Pico.
Não se sabe ao certo a data da sua descoberta, embora muitos historiadores apontem para o ano de 1450. Pensa-se no entanto, que o seu descobrimento foi feito por navegadores vindos da ilha Terceira, que acabaram por a povoar, tanto era o seu encanto pela bela ilha.
Começaram por desbravar e cultivar as terras que mais tarde dariam lugar a magníficas pastagens para os animais domésticos e para o cultivo do milho, trigo, cevada, batata, etc.
No entanto não só de trabalho se fez a história, e á semelhança com as restantes ilhas, também aqui se comemora as festas em honra do Divino Espírito Santo, com grande devoção e euforia. Com inicio no Pentecostes, é comemorado em toda a ilha até ao inicio do verão.
Carnaval, alegria e muita animação entre todos os graciosenses, que fazem destas festas um ponto de referencia para aqueles que queriam visitar a ilha.
Para os apreciadores da paisagem a ilha Graciosa fornece um conjunto de características que não o deixaram decepcionados, isto porque o relevo não se encontra muito acentuado podendo mesmo de carro fazer uma boa cobertura da ilha.
Actualmente, e apesar do seu pequeno tamanho a ilha da Graciosa é um importante ponto de visita, com monumentos datados do séc. XVI, como é ocaso da Cruz da Barra, Igreja do Santo Cristo ou mesmo a Igreja de Santa Cruz (igreja matriz).
Graciosa, exuberância, beleza e harmonia numa moldura natural feita pela espuma do mar.
Gastronomia
Graciosa é rica pelos seus pratos de peixe, entre os quais se destaca a Caldeirada de Peixe e o Peixe assado, formas mais comuns de saborear o maravilhoso peixe pescado nesta ilha.
Os marisco são abundantes nestas costas e muito facilmente poderão ser encontrar, uma boa variedade de cavacos, santolas, lagostas e mesmo lapas, muito apreciado entre seus habitantes. As queijadas da Graciosa, que têm fama em toda a ilha, pastéis de arroz, uma iguaria entre muitas, e por fim, encharcados de ovos e massa sovada são as grandes especialidades da doçaria graciosense.
Na Graciosa também se produzem-se bons vinhos, há semelhança com as restantes ilhas do Arquipélago dos Açores. As aguardentes velhas os vinhos brancos e vinho aperitivos, produzidos nesta região, satisfazem os verdadeiros apreciadores desta arte que é o vinho.
Para Ver
Fumas de Enxofre: Únicas no mundo, é um fenómeno vulcânico muito interessante e de grande valor para a ciência, isto porque as furnas encontram-se numa gruta que para lá chegar, é necessário descer uma escadaria em caracol até a uma grande abóbada vulcânica. Onde se encontra uma lagoa com 130 metros de diâmetro e 100 de profundidade, com águas sulfurosas.
Termas do Carapacho: As suas águas são milagrosas no tratamento de doenças reumáticas e de pele (época termal: 1 de Maio a 30 de Setembro), situado a sul da Graciosa com um deslumbrante panorama para a zona balnear e para o ilhéu conhecido pelo povo local como o Ilhéu de Baixo.
Igreja de Santa Cruz Construída no século XVI e reconstruída no século XVII, é sem duvida um local a visitar e admirar, com retábulo pintado sobre madeira, azulejos, painéis, assim como imagens antiquíssimas do século XVI.
Carapacho: Zona balnear com a possibilidade de se efectuar captura de peixes; como sargos, pargos, garoupas, bodiões e até mesmo de peixes de maiores dimensões. A costa é de fácil acesso, com águas claras e límpidas.
Guia Turístico
Percorrer a Graciosa é passear por entre as verdes videiras debruadas pelas paredes de lava, emergindo sobre esses mantos encontramos montes arredondados que são miradouros do magnífico panorama que os moinhos brancos nos proporciona.
Graciosa vive numa tranquilidade quase separada do mundo, que acompanha o ritmo das estações onde cada dia de férias é uma pausa revigorante, o reencontro da serenidade.
Admirar a paisagem verdejante da Caldeira, onde a Fuma do Enxofre permite penetrar no interior de um extinto vulcão, com uma misteriosa lagoa subterrânea, de 100 metros de profundidade.
As ruas de casas brancas da vila de Santa Cruz recuam o tempo. E na sua igreja Matriz guardam-se painéis quinhentistas, valiosas obras da pintura portuguesa.
Onde há vinhas há vinho, e os brancos e tintos da Graciosa acompanham bem os pratos de fresco peixe e marisco e de carne da culinária local. Para completar a refeição nada melhor do que a doçaria tradicional e um copo de aguardente destila em velhos alambiques de cobre.
As férias na Graciosa são simples, saudáveis, tranquilas. Ao partir fica-se com a sensação de deixar um mundo onde se pode esquecer o tempo.
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