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Ilha do Pico

O Pico, segunda maior ilha do Arquipélago dos Açores, está localizada a oeste de Portugal Continental, aqui, encontra-se a o ponto culminante do território português, o pico do Pico com 2351 metros de altitude. A ilha tem 447 km2 de superficie, 42 km de comprimento e 15,2 km de largura máxima.

Habitada apenas por 20 000 pessoas, torna esta ilha única no seu habitat, nomeadamente nas suas grutas, lagoas, portos marítimos e piscinas naturais. A subida à montanha é a maior de todas as atracções. Lá do cimo avistam-se as ilhas de São Jorge, Graciosa, Terceira, Flores e Corvo.

A sua descoberta não é conhecida, no entanto, o seu povoamento iniciou-se por volta de 1480 com portugueses vindo do norte de Portugal Continental.

A primeira vila na ilha foi as Lajes, seguida pela vila de São Roque, em 1542. O seu meio de subsistência encontrava-se no cultivo do trigo, do pastel - planta tintureira exportada para a Flandres e na cultura da vinha.

Desde de cedo a ilha do Pico afirmou-se como importante local de comércio derivado ao seu porto que faz a ligação com Faial e por onde se realizava o comércio com o exterior. Também como produtor de vinho, visto ser local de residência dos proprietários dos imensos vinhedos da zona, já então produtora de vinho.

As suas terras foram lavradas e exploradas e onde outrora se encontravam biscoitos e mata, encontramos agora, transformada pelo ardo trabalho dos seus habitantes, em pomares e vinhedo, donde vem o verdelho do Pico que durante mais de duas centenas de anos, atingiu fama internacional, sendo apreciado em vários países como é o caso da Inglaterra, América e Rússia.

Em meados do séc. XIX, a ilha do Pico é atacada e são destruídas as vinhas. A recuperação é lenta e faz-se à base de novos bacelos.

Não menos importante temos a presença dos baleeiros americanos nas águas dos Açores nos finais do séc. XVIII, que acabaram por introduzir um novo pólo de actividade na ilha, que ainda hoje pode ser recordado no Museu dos Baleeiros.

O Pico é hoje, uma ilha de visita obrigatória para todos os que gostam da natureza.

Festividades
As festas de São Roque do Pico realizam-se na última semana do mês de Junho com espectáculos musicais, actividades culturais, exposições, etc., que atraem a esta vila milhares de imigrantes e forasteiros das restantes das ilhas.

As Festas dos Baleeiros, decorrem nas Lajes do Pico, na última semana de Agosto, em honra de Nossa Senhora de Lurdes. Também durante esta semana, têm lugar espectáculos musicais, regatas de botes baleeiros, exposições e outras actividades culturais.

Também nas Lajes se realiza, desde 1998, a Bienal de Baleias dos Açores, onde se reúnem especialistas nacionais e estrangeiros ligados à actividade de observação de baleias.

A 22 de Junho, a Madalena realiza as suas festas em honra da padroeira com grandes festejos. Aqui têm lugar espectáculos musicais, e diversas outras actividades culturais e desportivas, que são cartaz à vila da Madalena.

Na segunda semana de Setembro realiza-se a Festa das Vindimas, com diversas actividades, com destaque para a regata “Rota do Verdelho”.

Na ilha do Pico há excelentes grupos folclóricos e interpretes de música popular. A Chamarrita, o Caracol, Larun-tam-tum, etc. são modas que antigamente eram bailadas em dias de festa.

Igualmente excelente o artesanato da ilha do Pico é reconhecido internacionalmente. A caça à baleia permitiu um enriquecimento único de artesanato local. Trabalhos em osso e dente de baleia, como outros temas, nomeadamente réplicas de botes baleeiros, são expressões artísticas de elevada qualidade. O Pico possui artesões de renome.

Gastronomia
Igualmente rica na sua gastronomia, a ilha do Pico possui um vasto conjunto de pratos de sabores únicos. Peixe fresco, boa carne de vaca e porco e bons mariscos, são matérias primas utilizadas para confeccionar os famosos caldos de peixe, linguiça e torresmos com inhames, molha de carne e polvo guisado entre outros.

O queijo do Pico é igualmente um produto reconhecido internacionalmente, e servido como entrada ou sobremesa, acompanhado por pão ou bolo de milho caseiro, faz as delicias de todos os que por aqui passam.

Na doçaria temos o arroz doce, massa sovada e bolo véspera.

Os vinhos do Pico, VLQPRD, são aperitivos de muita qualidade, os vinhos de mesa, brancos, tintos, o vinho de cheiro, a angelica e as aguardentes do pico, podem ser encontrados em qualquer restaurante ou supermercado da ilha bem como fora da mesma. A Adega Cooperativa produz “VLQPRD”.

Para Ver
Pico: Com 2351 metros de altitude, é a maior elevação nos Açores e Continente, um verdadeiro desafio para quem gosta de aventura. Do cume avistamos as restantes ilhas do grupo Central dos Açores, no entanto é aconselhado levar um guia e informar-se em locais próprios, dos riscos oriundos de uma escaldada desta altitude.

Arco do Cachorro: Formação rochosa, cujo a sua configuração faz lembrar um focinho de um cão. Também nesta zona foi construído uma central eléctrica, que funciona com a energia resultante da força das marés, que nesta região é elevada.

Museu dos Baleeiros: Importante local da preservação da tradição e cultura destas gentes, localizado nas Lajes do Pico. Aqui reúne-se importantes peças em osso e dente de Baleia, bem como apetrechos utilizados na caça à Baleia. Como é o caso da primeira lancha a motor que foi utilizada nesta actividade.

Adega Cooperativa: Local onde se produz o famoso vinho verdelho tão apreciado pelos seus habitantes. Quem por lá passa, recebe gratuitamente uma prova do VLQPRD “Lajido”. Principal ponto de referencia do Conselho, é certamente uma zona a incluir no seu roteiro.

Guia Turístico
Pico, a ilha montanha, coberta com mantos de diversas tonalidades de verdes que cobrem vales e montes, que apenas deixa livre a sua montanha, o ponto mais alto dos Açores e do Continente.

Espalhadas ao longo da costa, alinhadas entre o verde fresco da vegetação e das vinhas, as povoações do Pico têm um caracter muito próprio. Marcado pelas casas construídas com blocos de lava preta.

Visite o Pico é penetrar num pequeno mundo construído durante séculos por baleeiros, agricultores e pescadores, com extasiantes panoramas e aconchegantes aldeias debruçadas sobre o mar.

Lajes, São Roque, Madalena são três vilas seculares onde o tempo deixou testemunhos de arte e história, até finais do século XIX, os baleeiros americanos vinham ao Pico para caçar o cachalote. Depois foi a baleação a partir da ilha, em pequenos botes puxadas a remos.

Hoje o Pico recupera, de uma forma pacífica, a tradição baleeira, em dois museus que dão a conhecer a sua história e mostram a arte delicada das peças feitas por marinheiros com os dentes e ossos de cachalote.

Pico é um paraíso para todos os que gostam da natureza, de percorrer a maravilhosa costa e apreciar o verdejante planalto com pequenas lagoas, vinhedos, campos de lava e com a experiência entusiasmante do montanhismo no cone vulcânico.

Forte de Santa Catarina/Posto de turismo

O Forte setecentista de Santa Catarina funciona desde 26 de Agosto de 2006, após processo de recuperação. Este, é o primeiro posto municipal de turismo da Ilha do Pico, sendo composto por jardim, miradouro, área de animação e espectáculos (praça de armas), serviços sanitários e Posto de Informação Turística/Loja.

O Posto de Informação Turística oferece toda a informação necessária à estadia no Concelho ou a uma simples visita. Na sua Loja, podem ser adquiridos produtos regionais (artesanato e outros). É também Livraria, com obras sobre o Concelho, a Ilha e o Arquipélago (documentais, históricas e literárias), além de obras das principais editoras portuguesas.

Entre Abril e Outubro, a Praça de Armas funciona como local de animações e espectáculos de ar livre.

Contactos:
Rua do Castelo - Lajes do Pico
9930-138 LAJES DO PICO

Distrito: Ilha do Pico
Concelho: Lajes do Pico
Freguesia: Lajes do Pico
Telefone: 292679320
Fax: 292679337
E-mail: cacm_sibil@sapo.pt
URL: www.municipio-lajes-do-pico.pt

Dia(s) de Encerramento: Domingo
Horário de visita: Das 10:00 às 17.00.

Centro de Artes e de Ciências do Mar

O Centro de Artes está instalado na antiga fábrica da baleia SIBIL, equipamento industrial que se dedicou à transformação dos grandes cetáceos em óleos e farinhas, tendo sido desactivada no início nos anos 80 do século XX. Entre 2005 e 2007 o edifício da SIBIL foi recuperado pelo Município das Lajes do Pico.
Na actual fase do Centro podem ver-se em permanência os equipamentos fabris e exposições multimédia sobre a fábrica, a biologia e a ecologia dos grandes cetáceos. O Centro promove também eventos artísticos e culturais, assim como animação pedagógica. Na loja, aberta ao público diariamente, podem ser adquiridos produtos regionais (artesanato e outros), bem como variados livros: sobre o Concelho, a Ilha e o Arquipélago (documentais, históricas e literárias), além de obras das principais editoras portuguesas.

Contactos:
Rua do Castelo - Lajes do Pico
9930-138 LAJES DO PICO

Telefone: 292679330
Fax: 292679337
E-mail: cacm_sibil@sapo.pt
URL: www.municipio-lajes-do-pico.pt

Dia(s) de Encerramento: Não encerra
Horário de visita: Das 10:00 às 19.00

Quinta Nª Srª das Mercês (TH)
Casa das Barcas (TH)
Quinta dos Figos (TR)
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